Brasília Ocupada participa do 2o. Encontro de Urbanismo Colaborativo e conhece um projeto campeão que entende a dor, inova a custo baixo, é escalável e promove um forte impacto social : Aqui Tem Sombra.

Brasília Ocupada participa do 2o. Encontro de Urbanismo Colaborativo e conhece um projeto campeão que entende a dor, inova a custo baixo, é escalável e promove um forte impacto social : Aqui Tem Sombra.

Por Bruno Botafogo em 21 de outubro de 2017

Realizado pelo Instituto Courb, na FIOCRUZ em Brasília  – belo e acolhedor espaço – diversos Fazedores de Lugar pensavam de forma ampla a maior questão urbana: o direito à cidade.  (Album de fotos

Com uma onda conservadora global se formando (contra essa devemos remar contra) e ocorrendo uma profunda revolução tecnológica (dessa não tem como fugir), evidentemente haverá reflexos profundos na arquitetura e urbanismo das cidades – que abrigarão mais de 70% da população mundial já em 2050 – é preciso pensar: que tipo de lugares queremos criar? Em que comunidade queremos viver? Que mundo esperamos para o futuro?

Encontramos diversas respostas na Mostra de Projetos, todos os 21 com uma riqueza de senso público impressionante, e venceu o “Aqui Tem Sombra”, de Juazeiro do Norte – CE, que abordou a ausência e ineficiência dos abrigos dos pontos de ônibus em relação à proteção solar numa rua estreita em frente a um shopping. A intervenção consistiu na construção de abrigos colaborativos com sombrinhas e foi um protesto silencioso e bem-humorado de reivindicação dos direitos a partir de simples ações pautadas no altruísmo e na coletividade. É lindo quando se sabe observar a dor do outro e ir lá para eliminá-la.

Participei da oficina “Inovação na Governança” e, pelo testemunho de todos nós, a condução foi de maneira muito envolvente e produtiva, onde o grupo, de forma muito colaborativa, pôde experimentar o conceito e propor uma nova forma de se fazer governança. Vamos procurar conhecer mais o Instituto Gaia e na Sociedade Global.

O Brasília Ocupada reflete muito a questão das Cidades Inteligentes para Pessoas Inteligentes e o painel “Redes Sociais, novas tecnologias e o futuro da participação na produção de ambientes urbanos” foi ricamente debatida pelos três apresentadores. Mas, a apresentação do Caio Vassão nos trouxe reflexões que ainda teremos de nos aprofundar bem para entendê-las: “Metadesign”. Foi, para mim, o ponto alto. Prometo voltar aqui no perfil com destaque para a apresentação.

É importante anotar que no Governo do Distrito Federal existem servidores muito atualizados com as ideias inovadoras sobre as mais diversas questões urbanas e, principalmente,com a visão focada nas pessoas. Nesse painel especificamente, foi o Thiago Andrade, da Secretaria de Gestão, Habitação e Território – DF que nos trouxe ricas reflexões. Mas, temos de citar também os servidores da Codhab – Companhia de Desenvolvimento Habitacional – DF que desenvolvem um trabalho inovador e efetivamente transformador nas periferias de Brasília.

Hoje pela manhã ainda foram realizadas três ações pelas cidades e o Brasília Ocupada registrou o início do Safari Urbano, realizado pelo Andar a Pé – O movimento da gente, que consiste numa metodologia de avaliação dos trajetos realizado a pé. O projeto é desenvolvido pela UnB, UniCEUB e voluntários.

Enfim, que não foi perdeu um encontro riquíssimo de conexões, compartilhamentos, criatividade e resolutividade. Brasília Ocupada – Espaço que agrega e compartilha quer ir no 3o, no Nordeste.